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Publicado em: 29/04/2026

Preparação para as emergências do amanhã – A Organização Mundial da Saúde reúne países e parceiros para simular a resposta a um grande surto epidêmico

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OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu o Exercício Polaris II, uma simulação de alto nível com duração de dois dias, baseada em um surto de uma nova bactéria fictícia se espalhando pelo mundo. Reunindo 26 países e territórios, 600 especialistas em emergências de saúde e mais de 25 parceiros, o exercício, realizado nos dias 22 e 23 de abril, permitiu que os países testassem sua preparação para pandemias e outras grandes emergências de saúde, incluindo a ativação de suas estruturas de força de trabalho em emergências, o fluxo de informações e a coordenação entre si, com parceiros e com a OMS.

Com base no sucesso do Polaris I, realizado em abril de 2025 e centrado em um vírus fictício, cada país participante ativou sua estrutura de coordenação de emergências e trabalhou sob condições reais para compartilhar informações, alinhar políticas e ampliar sua força de trabalho.

“O Exercício Polaris II mostrou o que é possível quando agimos juntos. Demonstrou que a cooperação global não é opcional — é essencial”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS. “Este é o propósito do Corpo Global de Emergências em Saúde: coordenação da força de trabalho em emergências, construção de confiança, fortalecimento de conexões e atuação conjunta além das fronteiras.”

A simulação colocou em prática dois marcos importantes da OMS: o quadro do Corpo Global de Emergências em Saúde (GHEC) e o quadro nacional de alerta e resposta a emergências em saúde, além de explorar o uso de ferramentas baseadas em inteligência artificial para apoiar a organização e o planejamento da força de trabalho.
O quadro do GHEC, publicado em junho de 2025, fornece orientações sobre como os países podem fortalecer sua força de trabalho em saúde para responder a emergências com base nos princípios de soberania, equidade e solidariedade. Ele melhora a colaboração entre países ao apoiar a troca de informações e fortalecer o envio de pessoal de emergência regional e global quando necessário.

O quadro nacional de alerta e resposta a emergências em saúde, publicado em outubro de 2025, descreve as funções-chave, os sistemas de coordenação e as ações necessárias para uma resposta eficaz nos níveis local, subnacional e nacional.

“Ao simular a disseminação de um patógeno perigoso em condições reais, o Exercício Polaris II nos ajudou a transformar planos existentes em ação. Não basta ter planos no papel — o que importa é como eles funcionam na prática”, afirmou Edenilo Baltazar Barreira Filho, Diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde do Brasil.

O exercício também proporcionou a oportunidade de praticar a prestação coordenada de expertise técnica e apoio emergencial aos países por mais de 25 agências e organizações de saúde nacionais, regionais e globais, incluindo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Médicos Sem Fronteiras, o Instituto Robert Koch, UK-Med, UNICEF e redes de emergência como a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos, a iniciativa de Equipes Médicas de Emergência, Standby Partners e a Associação Internacional de Institutos Nacionais de Saúde Pública.

“O Exercício Polaris II mostrou como é quando os países estão preparados e prontos para agir juntos”, afirmou Chikwe Ihekweazu, Diretor Executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS. “Isso reflete o espírito do Corpo Global de Emergências em Saúde: uma força de trabalho bem organizada, treinada, coordenada e conectada, pronta para responder onde e quando for necessário.”

A segunda edição do exercício contou com um número maior de países participantes e colaboração por meio de novas redes, como a recém-lançada Rede de Líderes em Emergências de Saúde para a África e o Mediterrâneo Oriental.

O Exercício Polaris II faz parte do HorizonX, o programa plurianual de simulações prospectivas da OMS. Ele oferece uma plataforma essencial para operacionalizar e testar marcos de emergência em condições reais, garantindo que a prontidão coletiva não seja um esforço pontual, mas um investimento contínuo na segurança global em saúde.