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Publicado em: 28/08/2014

Com apoio do ISAGS, Opas e Ministério de Saúde Pública do Paraguai realizam oficina de Vigilância e Resposta à Epidemia de Chikungunya

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Isags

Para discutir os principais aspectos da epidemia de Chikungunya na América do Sul e as melhores estratégias de combate à doença, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério de Saúde Pública do Paraguai promovem uma Oficina de Vigilância e Resposta específica sobre o tema. O evento, que conta com o apoio do ISAGS, ocorre em Assunção nos dias 26 e 27 de agosto, e antecede a reunião do Grupo Técnico de Rede de Vigilância e Resposta em Saúde (GT de Vigilância) do Conselho de Saúde Sul-Americano.

A Oficina foi realizada em conformidade com as diretrizes previstas no Plano Operativo Anual de 2014 do ISAGS. Participaram representantes do GT de Vigilância, do ISAGS e da Opas, além de especialistas em vigilância do Paraguai. Também estiveram presentes convidados da República Dominicana e da Costa Rica, países que têm experiência no combate ao vírus Chikungunya.

Os palestrantes apresentaram um resumo da situação epidemiológica nas Américas. Os dados oficiais revelam que, até o dia 22 de agosto, foram registrados 580 mil casos suspeitos de Chikungunya no continente, grande parte na América Central. A maioria dos casos na América do Sul corresponde a turistas que visitaram as regiões epidêmicas.

A vice-ministra de Saúde Pública do Paraguai, Dra. María Teresa Barán, destacou que com a globalização, aumenta-se o risco de a doença se proliferar mais rapidamente e em um número maior de países.

 “Já tivemos um caso importado no Paraguai, mas o conhecimento sobre a doença possibilitou o manejo correto. Nosso inimigo não é apenas o mosquito vetor, mas também a falta de informação e de preparo de muitos ministérios de saúde sobre o tema”, declarou.

A vasta experiência da República Dominicana na identificação da doença e no cuidado dos pacientes mostrou-se muito importante para os países da América do Sul, que começaram a lidar com o tema há pouco tempo. Os delegados desse país compartilharam seus conhecimentos e esclareceram muitas dúvidas, especialmente sobre a contaminação de mulheres grávidas e crianças recém-nascidas.

“Uma informação importante é que a doença não se transmite pelo leite materno. Por isso, as mulheres devem continuar amamentando mesmo que estejam infectadas pelo vírus”, explicou o Dr. Edgar Allan Vargas, pediatra intensivista que representou a República Dominicana.

Os palestrantes também abordaram a importância do fortalecimento e da organização dos serviços de saúde dos países para o enfrentamento da epidemia de Chikungunya.

“Destaco a importância das iniciativas de Atenção Primária à Saúde. Elas são fundamentais para a vigilância em Chikungunya”, disse Ivan Allende, representante do coordenador do GT de Vigilância, que atualmente está a cargo do Paraguai.

A cidade de Assunção sedia, também, a reunião do Grupo Técnico de Rede de Vigilância e Resposta em Saúde, do Conselho de Saúde Sul-Americano. Esse grupo se reúne nos dias 28 e 29 de agosto e deve abordar, além da Chikungunya, a epidemia de ebola e temas referentes ao Regulamento Sanitário Internacional e sua implementação nos países da América do Sul.

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