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Publicado em: 16/03/2021

Covid-19 cortou serviços de planejamento familiar para 12 milhões de mulheres

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As Nações Unidas estimam que 12 milhões de mulheres tiveram serviços de planejamento familiar interrompidos devido à pandemia, o que inclui o fornecimento de anticoncepcionais. A situação levou a 1,4 milhão de gravidezes indesejadas em todo o mundo.

Atuando com a organização de saúde Avenir Health a agência iniciou as projeções em 11 de março passado, quando foi declarada a pandemia. A análise de um ano envolveu serviços contraceptivos a de 115 países de rendas média e baixa. 

Viagens

A parceria com o apoio do Google Mobility mostrou como o acesso ao planejamento familiar foi prejudicado pelos cortes em viagens, cadeias de abastecimento, estoques e sobrecarga de instalações de saúde.

Entre abril e maio passados ocorreram as maiores interrupções nos serviços de planejamento, com uma duração média de três meses e meio.

Estimativas antes desse período revelaram que cortes de seis meses no planejamento familiar poderiam afetar 47 milhões de mulheres em países de baixa e média rendas. Com a situação, poderiam surgir 7 milhões de gravidezes não planejadas.

No entanto, a agência da ONU revela que muitos sistemas de saúde se beneficiaram da combinação de ação rápida e engenhosidade. A situação ajudou a manter ou restaurar o acesso a serviços essenciais incluindo os anticoncepcionais. 

Mesmo com altos custos e restrições no abastecimento, o Unfpa comprou e entregar as pílulas e outros suprimentos de saúde reprodutiva, bem como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor.  

Serviços 

A agência destaca o uso de um aplicativo de viagens compartidas para levar os contraceptivos a quem precisa. Mensagens por SMS foram enviadas a mulheres para aconselhamento de planejamento familiar em centros especializados. Ainda assim, muitas delas continuam enfrentando sérios obstáculos para receber serviços essenciais de saúde reprodutiva.

Por isso, o Unfpa sugere uma avaliação total de danos da pandemia que inclua os efeitos da crise em mulheres e meninas pela forma como fica alterado seu futuro com as mortes e os ferimentos em busca de contracepção e cuidados de saúde.

Fotos/Ilustrações: 

UNFPA/Ollivier Girard

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