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Publicado em: 25/07/2022

Diretor-geral da OMS declara que surto de monkeypox constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional

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OPAS/OMS

Com mais de 16 mil casos notificados em 75 países desde o início de maio deste ano, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou no dia 23 de julho que o atual surto de monkeypox (varíola dos macacos) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

“Temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo, por meio de novos modos de transmissão, sobre os quais entendemos muito pouco e que atendem aos critérios do Regulamento Sanitário Internacional”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“A avaliação da OMS é que o risco de varíola dos macacos é moderado em todas as Regiões do mundo, a exceção da Europeia, onde avaliamos o risco como alto”, disse diretor-geral, acrescentando que “há também um risco claro de maior disseminação internacional, embora o risco de interferência no tráfego internacional permaneça baixo no momento”.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa virtual após a segunda reunião do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional sobre o surto de varíola em vários países.

Segundo o diretor:

"De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, sou obrigado a considerar cinco elementos para decidir se um surto constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

Primeiro, as informações fornecidas pelos países – que neste caso mostram que esse vírus se espalhou rapidamente para muitos países que não o viram antes;

Em segundo lugar, os três critérios para declarar uma emergência de saúde pública de interesse internacional, que foram atendidos;

Terceiro, o parecer do Comitê de Emergência, que não chegou a um consenso;

Quarto, princípios científicos, evidências e outras informações relevantes – que atualmente são insuficientes e nos deixam com muitas incógnitas;

E quinto, o risco para a saúde humana, disseminação internacional e o potencial de interferência no tráfego internacional."

 

Para ler o comunicado completo e as recomendações, clique aqui.