Dia Mundial da Saúde 2026: Formação Técnica e a valorização da ciência

A Organização Mundial da Saúde (OMS) traz em 2026 um chamado global à valorização da ciência e à ação coletiva para enfrentar os desafios contemporâneos da saúde.
Nesse contexto, neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, a RETS reforça o papel estratégico do trabalho em rede e da formação de técnicos em saúde como elemento fundamental para o fortalecimento dos sistemas de saúde, especialmente em regiões marcadas por desigualdades estruturais, como a América Latina e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”, celebra o poder da colaboração científica para proteger a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta. A campanha da OMS, que se estende por todo o ano, destaca tanto as conquistas científicas quanto a cooperação multilateral necessária para transformar evidências em ações.
Trabalho em rede e cooperação internacional
A complexidade dos desafios em saúde exige respostas articuladas, baseadas no trabalho em rede e na cooperação internacional. A atuação em rede permite conectar instituições formadoras, gestores e profissionais de diferentes países, promovendo a troca de experiências, o compartilhamento de conhecimentos e o desenvolvimento conjunto de soluções.
Nesse sentido, redes como a Rede Internacional de Educação de Técnicos em Saúde (RETS) desempenham papel central ao articular atores estratégicos e fortalecer a educação profissional em saúde em diferentes contextos. Essas iniciativas contribuem para a harmonização de referenciais formativos e para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à qualificação da força de trabalho.
A disponibilidade de trabalhadores qualificados, distribuídos de forma equitativa e preparados para atuar em diferentes níveis de atenção, é reconhecida por organismos internacionais como condição essencial para a garantia do acesso universal à saúde. Nesse cenário, a formação técnica em saúde se consolida como um eixo estruturante para a consolidação de sistemas resilientes, capazes de responder a emergências sanitárias, ampliar o cuidado e promover a equidade.
Na América Latina e no espaço da CPLP, o fortalecimento das redes de formação técnica em saúde é particularmente relevante. Essas regiões compartilham desafios históricos, como desigualdades sociais, limitações no acesso aos serviços de saúde e a necessidade de qualificação da força de trabalho.
Formação técnica e valorização da ciência
A formação de técnicos em saúde está diretamente relacionada à valorização da ciência. Esses profissionais são responsáveis por traduzir o conhecimento científico em práticas concretas de cuidado, vigilância e promoção da saúde. Sua atuação é fundamental na atenção primária, nos serviços especializados e nas respostas a emergências sanitárias.
Investir na educação técnica em saúde significa, portanto, fortalecer a ciência em sua dimensão aplicada, garantindo que o conhecimento produzido seja efetivamente incorporado aos sistemas de saúde e gere impacto na vida das populações.
Além disso, a qualificação contínua desses trabalhadores contribui para o enfrentamento da desinformação, um dos principais desafios contemporâneos apontados por organismos internacionais. Profissionais bem formados atuam como agentes de confiança, promovendo informação de qualidade e fortalecendo o vínculo com as comunidades.
Caminhos para o futuro
Diante dos desafios globais e regionais, o fortalecimento das redes de formação técnica em saúde e a ampliação da cooperação estruturante se colocam como caminhos essenciais para o futuro. A integração entre instituições, países e regiões permite potencializar recursos, compartilhar soluções e construir respostas mais eficazes e sustentáveis.
No marco do Dia Mundial da Saúde 2026, reafirma-se que não há saúde sem trabalhadores qualificados, não há sistemas fortes sem cooperação e não há futuro sem ciência. Investir na formação de técnicos em saúde é investir em vidas, em equidade e em desenvolvimento sustentável.
A construção de um mundo mais saudável depende, portanto, da capacidade de atuar coletivamente, fortalecer redes e valorizar o conhecimento como base para a ação.



