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Publicado em: 04/02/2020

Discriminação é tema de Dia Mundial de Combate à Hanseníase

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A Organização Mundial de Saúde, OMS, marca o domingo, 26 de janeiro, como Dia Mundial de Combate à Hanseníase, também conhecida como lepra.

Em mensagem sobre o dia, o embaixador da Boa Vontade da OMS para a Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, disse que “apesar do progresso da ciência, ainda existem pessoas sofrendo com discriminação injustificada.”

Discriminação

Neste dia, o empresário japonês e presidente da Fundação Nippon disse que “pensa na vida dura que as pessoas afetadas enfrentam, abandonadas por suas famílias, isoladas da sociedade e privadas de sua liberdade.” Segundo ele, “existem pessoas que foram separadas de suas famílias, que não conseguiram continuar na escola, que perderam o emprego e que perderam a chance de se casar.” Mesmo depois de receberem tratamento, Sasakawa disse que elas “são rotuladas como ex-pacientes e continuam enfrentando discriminação.”

Cura

Segundo o empresário, “através dos esforços de muitas pessoas, a hanseníase é hoje uma doença facilmente curável.” Ele disse que “os medicamentos são distribuídos gratuitamente e a detecção e o tratamento precoces ajudam a prevenir a incapacidade” dos pacientes.

A OMS deixou de considerar a doença um problema de saúde pública mundial no ano 2000, depois de 16 milhões de pessoas terem sido tratadas nas duas décadas anteriores. Ainda assim, em 2018 a agência da ONU registrou mais de 208 mil novos casos.

Sasakawa disse que “novos casos ainda estão sendo descobertos em muitos países e regiões, mas as pessoas não vão a uma clínica ou hospital porque pensam na hanseníase como uma doença vergonhosa.” Segundo o especialista, “este é um dos maiores obstáculos ao diagnóstico e tratamento precoces.” O embaixador termina a sua mensagem dizendo que a hanseníase “não é uma doença do passado.” Neste dia mundial, ele pede que a data marque “um novo começo” que “faça a diferença na vida das pessoas afetadas.”

Fotos/Ilustrações: 

OMS

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