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Publicado em: 15/10/2021

Oficina vai discutir os novos perfis profissionais e a novas atribuições dos técnicos em saúde para o trabalho na APS

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A terceira sessão do Ciclo de oficinas ‘Desafios da formação de técnicos em saúde durante a pandemia’, a ser realizada no dia 26 de outubro, das 10h às 12h (hora de Brasilia), vai discutir os novos perfis profissionais/atribuições dos técnicos em saúde para o trabalho na APS.  As discussões serão realizadas a partir da apresentação de duas experiências nessa área. Participarão como debatedores nessa oficina: a ex-ministra da saúde da Costa Rica, Maria del Rocio Saenz Madrigal e o professor pesquisador Daniel Groisman, da EPSJV/Fiocruz, especialista na formação de trabalhadores para o cuidado da pessoa idosa e políticas públicas para o envelhecimento. A abertura da oficina será feita por José Francisco García Gutierrez, Assessor Regional de Recursos Humanos em Saúde da Opas/OMS. Os que desejarem poderão solicitar o Certificado de Participação, por meio de link disponibilizado no chat do evento, que será transmitido em português e espanhol. 

Link para transmissão em português: https://youtu.be/CsYjFRkgbaA

Link para a transmissão em espanhol: https://www.youtube.com/watch?v=Ab_1a6GQa30

Sobre o tema da oficina

O trabalho de técnicos em saúde, considerado estratégico para os sistemas nacionais de saúde, requer o constante investimento em políticas de profissionalização e de educação permanente, de modo a qualificar sua atuação junto aos serviços e à população. Nos últimos anos, novos perfis de formação e atribuições desses trabalhadores têm sido requeridos, seja em função de mudanças nas políticas de APS por conta da transição nos padrões demográficos e epidemiológicos, seja pelas transformações nas formas de pensar o cuidado em saúde nas sociedades contemporâneas.

Somado a esse quadro, o advento da pandemia de Covid-19 exigiu dos serviços de saúde a reorganização de diversos processos de trabalho. Mudanças nas rotinas e nas linhas de cuidado prioritárias, fluxos de atendimento, vigilância de contatos etc. Ainda em curso, essa reconfiguração indica o surgimento de novos papéis e responsabilidades que passam a incidir sobre os perfis de formação de técnicos em saúde. O reforço de seu papel nas ações de notificação e de vigilância recoloca aos sistemas nacionais de saúde o desafio de enfrentar a histórica precarização do trabalho em saúde, promovendo marcos regulatórios para a profissionalização de diversos perfis já existentes. Ao mesmo tempo, o uso crescente de tecnologias digitais e de diagnóstico clínico para o enfrentamento da pandemia aporta novas responsabilidades e competências aos trabalhadores da APS.

O impacto social da pandemia também se fará sentir nas frágeis economias do continente, representando o presumível incremento da subnutrição e da obesidade, assim como das questões relativas à saúde mental das populações vulnerabilizadas.

A expansão da Educação Interprofissional e do trabalho em equipes multiprofissionais bem como o tema da Interculturalidade, com o necessário reconhecimento de diversos saberes populares e ancestrais na promoção da saúde das populações, também são fatores importantes de mudança nos perfis existentes.

O objetivo da nossa terceira oficina, portanto, é colocar em discussão algumas questões importantes nesse contexto, dentre as quais: Em que medida elas afetam a formação de técnicos em saúde nos países? Com que celeridade, as mudanças nos serviços de atenção à saúde se refletem na formação desses trabalhadores? Há nos países instâncias em que gestores de serviços possam trabalhar em parceria com as instituições formadoras para que esse processo seja permanente? Que novos perfis e atribuições dos técnicos em saúde para o trabalho na APS têm surgido no contexto da pandemia de Covid-19? Quais as principais dificuldades enfrentadas pelos Sistemas Nacionais de Saúde para introduzir estas mudanças?

Sobre os integrantes da mesa

José Francisco García Gutierrez, Assessor Regional de Recursos Humanos em Saúde da Opas/OMS, é licenciado em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Salamanca-Espanha. É especialista em Medicina Preventiva e Saúde Pública, mestre em Saúde Pública (MSc) e Doutor em Medicina Comunitária (PhD), pela Uiversidade de Dublin. Tem como principais áreas de interesse desenvolvimento de recursos humanos na saúde, medicina baseada em evidências, implementação de boas práticas clínicas, ensino da inovação (iLearning) e utilização social de novas tecnologias (eHealth).

María del Rocío Sáenz Madrigal é professora e pesquisadora da Universidade da Costa Rica, onde se formou em medicina. Mestre em Saúde Pública pela Universidade de La Salle, no México, já exerceu inúmeros cargos públicos, dentre os quais o de mInistra  da Saúde (2002-2006), e presidente executiva da Caixa Costaricense de Seguridade Social (2014-2018). Especialista internacional na área da Saúde Pública, foi membro do Conselho Diretor da Opas, atuando, em vários momentos como consultora da organização.

Daniel Groisman é professor-pesquisador do Laboratório de Educação Profissional na Atenção à Saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro  e doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seus principais temas de atuação são: formação de trabalhadores para o cuidado da pessoa idosa e políticas públicas para o envelhecimento.

Sobre o Ciclo de Oficinas

O propósito da iniciativa é gerar um espaço de intercâmbio, reflexão, aprendizado e formulação de propostas com base em experiências concretas de como diferentes instituições formadoras enfrentaram esses desafios e alcançaram seus objetivos.

As oficinas estão sendo realizadas a cada 45 ou 60 dias, em português e espanhol, com duração de duas horas. A proposta é a apresentação, em cada oficina, de experiências realizadas por instituições que integram as Redes, a fim de permitir o debate e o intercâmbio entre os presentes. A partir dos temas abordados durante o debate, são definidos tópicos de interesse para as próximas oficinas.

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