Você está aqui

Publicado em: 12/11/2019

Estudo da OMS mostra que a arte pode fazer bem à saúde

imprimirimprimirenviar por e-mailenviar por e-mail
  • Facebook

O envolvimento com a arte pode ser benéfico para a saúde mental e física. Esta é a principal conclusão de um relatório lançado nesta segunda-feira (11/11) pelo Escritório Regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde, OMS.

A pesquisa analisou evidências de mais de 900 publicações globais e foi a análise mais abrangente sobre o assunto até o momento.

Promoção da Saúde

A diretora regional da OMS para a Europa, Piroska Östlin, apontou que "trazer arte para a vida das pessoas por meio de atividades como dançar, cantar e ir a museus e shows oferece uma dimensão adicional” de como é possível melhorar a saúde física e mental.

O relatório analisa atividades artísticas que buscam promover a saúde e prevenir problemas de saúde, lidar e tratar problemas  físicos e mentais. além de apoiar os cuidados no final da vida.

Exemplos

Östlin apontou que os casos citados no estudo “mostram maneiras pelas quais as artes podem enfrentar desafios de saúde perversos ou complexos como diabetes, obesidade e problemas de saúde mental.” A representante acrescentou que as artes consideram a “saúde e o bem-estar num contexto social e comunitário mais amplo e oferecem soluções que a prática médica comum até agora não conseguiu abordar de maneira eficaz.”

De acordo com o estudo, desde o nascimento até o fim da vida, a arte pode influenciar a saúde de forma positiva. Como exemplo, o relatório diz que crianças pequenas com pais que leem histórias antes de dormir descansam mais durante a noite e têm melhor concentração na escola.

Entre os adolescentes que vivem em áreas urbanas, a educação com base na dramaturgia pode ajudar a tomar decisões responsáveis, melhorar o bem-estar e reduzir a exposição à violência. Mais tarde na vida, a música pode apoiar a cognição em pessoas com demência, sendo que a prática do canto melhora a atenção, a memória episódica e a função executiva.

Tratamentos

Nos serviços de saúde, o estudo indica que as atividades artísticas podem ser usadas para completar ou aprimorar os protocolos de tratamento. Ouvir música ou fazer arte, por exemplo, reduz os efeitos colaterais do tratamento do câncer, incluindo sonolência, falta de apetite, falta de ar e náusea.

Segundo a pesquisa, atividades artísticas em situações de emergência, incluindo música, artesanato e arte do palhaço, reduziram a ansiedade, a dor e a pressão arterial, principalmente para crianças, mas também para seus pais. Já a prática da dança promove melhorias clinicamente significativas na capacidade motora de pessoas com doença de Parkinson.

Definição de “Artes”

O relatório destaca que algumas intervenções artísticas não apenas produzem bons resultados, mas também podem ser mais econômicas que os tratamentos biomédicos comuns. Como elas podem ser adaptadas para pessoas de diferentes origens culturais, intervenções artísticas também seriam uma alternativa para envolver grupos minoritários ou de difícil acesso. 

Vários países buscam agora desenvolver sistemas de prescrições sociais e artísticas, nos quais os médicos da atenção básica podem encaminhar seus pacientes para atividades artísticas.

O relatório analisou os benefícios para a saúde, por meio da participação ativa ou passiva, em cinco grandes categorias.  As artes cênicas incluem música, dança, canto, teatro e cinema e as artes visuais abrangem artesanato, design, pintura e a fotografia. 

A literatura está relacionada à escrita, leitura e participação em festivais literários e a cultura envolve ir a museus, galerias, shows, teatro. Já as artes online estão ligadas a animações, artes digitais, etc.

Fotos/Ilustrações: 

Foto ONU/JC McIlwaine

Comentar