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RETS-Unasul

Atualizado: 05/12/2014
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A Rede de Escolas Técnicas de Saúde da União das Nações Sul-Americanas (RETS-Unasul) foi criada no Rio de Janeiro, Brasil, em dezembro de 2009, durante a 2ª Reunião Geral da RETS. Sua origem, no entanto, está intrinsecamente relacionada à própria história do Conselho de Saúde Sul-Americano (CSS ou Unasul-Saúde, como foi chamado inicialmente) e à Agenda Sul-Americana da Saúde, estabelecida em dezembro de 2008.

Em abril de 2009, na 1ª Reunião Ordinária do Unasul-Saúde, realizada em Santiago do Chile, foram criados Grupos Técnicos (GTs) responsáveis pela viabilização dos cinco grandes objetivos da Agenda: (1) estabelecer o escudo epidemiológico sul-americano; (2) desenvolver sistemas de saúde universais e equitativos; (3) prover acesso universal a medicamentos e outros insumos para a saúde; (4) promover a saúde e enfrentar de forma conjunta seus determinantes sociais; e (5) fortalecer a formação e a gestão de recursos humanos em saúde.

No âmbito do GT de Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos em Saúde (GT-DGRHS), a constituição de redes de instituições estruturantes dos sistemas nacionais de saúde foi considerada uma das prioridades, sendo expressa na Resolução n° 07/09 da 3ª Reunião Extraordinária do Conselho, realizada em novembro de 2009, em Guayaquil, Equador.

Um mês depois, durante a 2ª Reunião Geral da RETS, representantes dos Ministérios da Saúde e de instituições formadoras de técnicos em saúde de Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai, bem como da área de Recursos Humanos de alguns escritórios nacionais da Opas/OMS, assinaram a ata de constituição da Rede de Escolas Técnicas de Saúde da Unasul (RETS-Unasul).

Na ocasião, durante a primeira reunião da nova Rede, foi aprovado o Plano de Trabalho para o período de 2010 a 2013 e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) foi escolhida como a instituição gestora e sede da Secretaria Executiva da Rede para o mesmo período. A criação da RETS-Unasul foi oficializada na 2ª Reunião Ordinária da Unasul-Saúde, realizada em Cuenca, Equador, nos dias 29 e 30 de abril de 2010.

Concebida como uma sub-rede da RETS, a RETS-Unasul é composta por órgãos de governo responsáveis pela formulação de políticas de educação de técnicos na área da saúde e por instituições de ensino que executam programas de formação de trabalhadores técnicos na área da saúde, indicadas pelos Ministérios de Saúde dos Estados-Membros da Unasul. Seu objetivo geral é “fortalecer a área de formação de trabalhadores técnicos em saúde nos países integrantes da Unasul, através do intercâmbio de experiências e desenvolvimento de cooperações técnicas, com o objetivo de ampliar e melhorar as atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, conduzindo à melhoria dos sistemas nacionais de saúde e à sua adequação às necessidades das suas populações e à integração regional”.

A 2ª Reunião Ordinária da RETS-Unasul foi realizada em Recife, Brasil, no dia 8 de novembro de 2013. Na ocasião, os membros da rede discutiram e aprovaram o Regulamento da Rede e o Plano de Trabalho para o biênio 2014-2105.

Unasul-Saúde: um Conselho considerado estratégico

Expressa inicialmente na Declaração de Cuzco, assinada em dezembro de 2004, durante a III Reunião de Presidentes da América do Sul, a ideia de criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) só foi concretizada em maio de 2008, em Brasília, Brasil, durante uma reunião de Chefes de Estado e de Governo. De acordo com seu tratado constitutivo, o objetivo da Unasul é: “construir, de maneira participativa e consensuada, um espaço de integração e união no âmbito cultural, social, econômico e político entre seus
povos, priorizando o diálogo político, as políticas sociais, a educação, a energia, a infraestrutura, o financiamento e o meio ambiente, entre outros, com vistas a eliminar a desigualdade socioeconômica, alcançar a inclusão social e a participação cidadã, fortalecer a democracia e reduzir as assimetrias no marco do fortalecimento da soberania e independência dos Estados”.

Além da integração econômica, o projeto da Unasul, que reúne os 12 países independentes da América do Sul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela –, prevê a adoção de medidas conjuntas para diversas áreas, dentre as quais as de defesa e saúde. Nesse sentido, em dezembro de 2008, foram criados, o Conselho de Defesa Sul-Americano e o Conselho de Saúde Sul-Americano (Unasul-Saúde), a serem formados pelos 12 ministros de cada uma das áreas. Na mesma ocasião, os membros do Conselho de Chefes de Estado e de Governo definiram a Agenda Sul-Americana de Saúde, a ser detalhada na primeira reunião da Unasul-Saúde e implementada nos três anos seguintes.

Projetos e ações de cooperação

  • Projeto "Mercosul"
  • "Plan de Mejora" (Argentina)

Documentos de referência

Notícias

  • 21/05/2018
    Quase um bilhão de pessoas serão vacinadas contra a febre amarela em 27 países africanos de alto risco até 2026 com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gavi – the Vaccine Alliance, UNICEF e mais de 50 parceiros na área de saúde.  O compromisso faz parte da estratégia Eliminate Yellow fever Epidemics (EYE) na África, que foi lançada, na terça-feira, dia 10 de abril, por edros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS; pelo professor Isaac Folorunso Adewole; pelo Ministro da Saúde da Nigéria; e parceiros em uma reunião regional em Abuja, Nigéria.  
  • 21/05/2018
    Começa hoje a 71a Assembleia Mundial da Saúde. O evento, que acontece em Genebra, na Suíça, até sexta (26), é considerado a instância máxima de decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS). É de lá que saem as diretrizes sanitárias que devem ser seguidas em todo o planeta a partir de votações que envolvem os 194 países-membros do organismo. Como parte integrante do sistema das Nações Unidas, durante muito tempo dos seus recém-completos 70 anos de existência, a organização exerceu o protagonismo absoluto no desenho das prioridades da saúde global. Há algumas décadas, contudo, não é mais assim. “A OMS não é o ator mais poderoso da governança global da saúde. Se formos falar do peso financeiro, há vários atores que são mais importantes do que a OMS. E dependendo da área, dependendo da doença, dependendo da questão, existem outros atores que são muito importantes”, situa João Nunes, professor de Relações Internacionais do Departamento de Política da Universidade de York, na Inglaterra.
  • 21/05/2018
    Diante das mudanças climáticas, dos processos de globalização, dos fluxos migratórios internacionais, dos processos de urbanização, do aparecimento e propagação de sucessivas doenças emergentes e reemergentes em nível global, os estados e organismos internacionais enfrentam situações de saúde complexas, que exigem capacidade de resposta institucional, tecnológica, gerencial, formativa e de mobilização social cada vez maior. Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional, em decorrência da dispersão do vírus Zika e de suas consequências com a transmissão autóctone em 24 países nas Américas. Esta epidemia tem potencial para se transformar em tragédia nos países em que as condições socioambientais e sanitárias são favoráveis à disseminação da doença e em regiões onde predominam situações de extrema desigualdade social e condições de vida precárias. Para ampliar a discussão sobre esse tema, a Rede Internacional de Educação Técnicos de Saúde (RETS), juntamente com a Rede de Institutos Nacionais de Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (RINSP) está promovendo mais um de seus Seminários Virtuais. O evento ocorrerá no dia 30 de maio de 2018, às 9h30 (hora de Brasilia), no Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com transmissão ao vivo pelo Facebook da RETS (www.facebook.com/page.rets).
  • 18/05/2018
    A criação da União das Nações Sul-Americanas se baseou na aspiração de uma maior integração regional, que, por sua vez, resultasse no melhor bem-estar possível para as cidadãs e os cidadãos do Sul, em harmonia com a natureza, em um ambiente de paz, equidade, inclusão e justiça. Nas últimas semanas, se especulou muito sobre o papel da Unasul e dos resultados práticos da integração regional. Para alimentar o debate, o Isags preparou um dossiê inédito sobre a integração sob um ponto de vista da Saúde.  

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