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Publicado em: 18/07/2018

FAO reafirma apoio a países da CPLP para erradicar fome e subnutrição

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O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, reafirmou o apoio ao combate à fome e subnutrição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp. 

Estratégia

Graziano da Silva destacou a importância da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da Cplp e disse que a FAO vai continuar trabalhando com os sete Conselhos Nacionais já estabelecidos. Ele disse esperar que Angola e Guiné Equatorial sigam o exemplo dos outros países.

O chefe da FAO explicou que os "Conselhos Nacionais são fundamentais para promover melhor governação da Estratégia Regional e um diálogo inclusive entre os atores governamentais e não-governamentais".

Graziano da Silva afirmou que "hoje, mais do que nunca, é essencial ouvir e considerar as opiniões das organizações internacionais, da sociedade civil, do setor privado, dos Parlamentos, de instituições de investigação e do mundo acadêmico".

Mudança

No seu discurso, o diretor-geral destacou a importância de apoiar a agricultura familiar e a necessidade de empoderar as mulheres para alcançar o desenvolvimento sustentável.

Graziano disse que a política de aumentar a produção alimentar a qualquer custo não resolveu o problema da fome, não ajudou com a epidemia da obesidade e teve um enorme custo ambiental.

Segundo ele, "a qualidade do solo, florestas, água, ar e biodiversidade continua a deteriorar-se”. Ele acredita que “é preciso uma mudança transformadora na forma como se produz e consome comida, com sistemas sustentáveis que fornecem comida saudável e nutritiva e protegem o ambiente”.

Graziano também encorajou a adaptação dos sistemas agrícolas e alimentares ao impacto das alterações climáticas, especialmente quando as cheias e secas se tornam mais frequentes, como já é o caso em Cabo Verde.

Obesidade

O diretor-geral da FAO ainda pediu aos países de língua portuguesa que resolvam as taxas crescentes de obesidade, que ele descreveu como "alarmantes".

Em 2017, quase dois bilhões de adultos no mundo tinham excesso de peso. Cerca de 700 milhões eram obesos.

Graziano disse que "os países devem enfrentar essa situação encorajando dietas saudáveis e ​​usando políticas públicas que permitam aos consumidores conhecer os benefícios e malefícios das suas dietas".

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