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Publicado em: 13/05/2020

Unicef: covid-19 “está se tornando rapidamente uma crise dos direitos da criança”

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A diretora executiva do Fundo da ONU para a Infância, Unicef,  Henrietta Fore aponta que a pandemia da covid-19 é “uma crise de saúde que está rapidamente se tornando uma crise dos direitos da criança”.

Em apelo global lançado esta terça-feira, a agência pediu US$ 1,6 bilhão, mais do dobro dos US$  651,1 milhões solicitados no final de março. A justificativa é que as necessidades subiram devido aos efeitos socioeconômicos da doença e às crescentes necessidades das famílias com o surto que entra no quinto mês.

Recuperação

Até esta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, notificou pelo menos 4.088.848 casos confirmados e 283.153 mortes devido à doença.

No apelo, a chefe do Unicef menciona questões como encerramento de escolas, pais desempregados e famílias sob crescente tensão. Com foco em um mundo pós-pandemia, Fore ressalta que esses fundos apoiarão a resposta à crise, recuperação dos seus efeitos e proteção das crianças de consequências indiretas. 

A agência ressalta que desde o início da crise, as consequências socioeconômicas da doença e as crescentes necessidades das famílias aumentaram de forma dramática.

Cerca de 1,29 bilhão de crianças em 186 países foram afetadas pelo fechamento de escolas. Outros 370 milhões de menores não recebem refeições escolares e diversos serviços de saúde e nutrição.

Mortalidade

De acordo com o Unicef, “o acesso a serviços essenciais, como cuidados médicos e vacinas de rotina, já foi comprometido para centenas de milhões de crianças”. Essa situação poderá  levar a um aumento significativo na mortalidade infantil.

O apelo chama a atenção para as preocupações com as consequências da crise para a saúde mental. A agência cita “restrições à liberdade de movimento, fechamento de escolas e consequente isolamento que, provavelmente piorarão os já altos níveis de estresse, especialmente para crianças vulneráveis”.

Outro desafio é o aumento da violência, do abuso e da  negligência de crianças que já enfrentam restrições de liberdade de movimento e dificuldades socioeconômicas.

Em seu comunicado, o Unicef enfatiza que “meninas e mulheres correm maior risco de sofrer violência sexual e de gênero”.

Crises

De acordo com a agência,  “em muitos casos, crianças refugiadas, migrantes, deslocados internos e aqueles que retornam a suas casas têm acesso reduzido a serviços e à proteção estão mais expostos à xenofobia e discriminação”.

O foco do Unicef na resposta à pandemia será para os países que viveram crises humanitárias anteriores.
As metas da atuação  incluem impedir a transmissão do vírus e mitigar o impacto colateral em crianças, mulheres e populações vulneráveis, em particular em relação ao acesso a cuidados de saúde, nutrição, água, saneamento, educação e proteção”.

Fotos/Ilustrações: 

ONU/Loey Felipe

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